Wednesday, November 04, 2009
one sweet day
Continuamos passeando, pelo centro de Capivari, pelo Véu da Noiva, a cachoeira mais ou menos mais para menos de Campos do Jordão.
E cansamos. Voltamos para nosso apê, fizemos um pouco de hora e fomos ao ofurô. Havíamos marcado para 19h e 15 minutos antes estávamos lá. O ofurô estava quente, a fumaça saindo da água o fazia ainda mais lindo. Apesar do clima, estava quente demais para mim, mas eu precisava ficar lá, observando aquele rosto e pensando, meu deus, que bom que ele é meu. E a noite foi caindo. A luz das velas foi ficando mais forte e o que já estava romântico ficou insuportavelmente apaixonante. Até que não aguentamos mais e nos rendemos. Aconteceu. Aquele rosto lindo me pediu para ser não apenas sua mulher, mas também sua esposa.
Minhas lágrimas responderam de pronto.
Monday, October 26, 2009
E tenho escrito pouco porque tenho feito muita coisa pouco, menos trabalhar. E como é trabalhando que se sana dívidas, hei que priorizar. A não ser que passem a me pagar para escrever aqui. Aí, senta que vamos conversar.
Mas não é o caso.
Então sorry, venho aqui de vez em quando, meio triste de ver o número de visitas caindo e a falta de fé dos leitores. Mas meu coração imbecil me lembra deste blog todos os dias e grita baixinho, ei, é isso que importa, não seja monga. E eu finjo que não ouço e sigo monga todos os dias.
Um fiozinho ainda acreditando que vai dar tudo certo como há muitos anos previ.
Wednesday, September 30, 2009
- William Dement
Tuesday, September 29, 2009
Monday, September 28, 2009
E Honduras, hein?!
E voc?s, tudo bem?
Estou dando aulas de ingl?s ap?s o trabalho. Tem sido um desafio grande. Nunca dei aula antes e, juro, nunca fiz aula de ingl?s. But I'm getting by. J? estou com 5 alunas de forma que minhas noites durante a semana est?o quase todas tomadas.
Estou, assim, tentando descobrir alguma habilidade escondida e, mais importante, alguma paix?o nunca dantes revelada. Ser? que existe?
Fico por aqui com uma frase do Kurt Vonnegut: Maturity is a bitter disappointment for which no remedy exists, unless laughter can be said to remedy anything.
Monday, August 31, 2009
crawling back
No momento curto a angústia de não ter tempo para o que realmente importa. Reclamo de barriga cheia e odeio muito segundas-feiras, daí o profundo lamento mesmo tanto tempo depois de ter escrito pela última vez. A Grande Angústia, na verdade, se deve à conclusão de que não existe, de verdade, um lugar para mim. Any place is better. Me sentia uma outsider em Londres e me sinto uma outsider em São Paulo. E não tenho condições de sair pesquisando mundo afora o lugar que poderei chamar de meu, mesmo porque ele pode perfeitamente não existir.
O problema é eu insistir no erro de que a felicidade está fora de mim. O tal lugar está dentro, mas ainda não o encontrei nesse mundo labiríntico que é minha cabeça. Não encontrei e, após 29 anos, meio que cansei de procurar. De repente eu sem querer tropeço nele, no botãozinho? Um dia qualquer que eu resolver passear em vez de dormir a tarde toda? Quem sabe um dia.
Enquanto isso, estou aqui. Completando 4 meses num trabalho I’m not too sure about, ainda morando com a mãe, sem tempo para coisas de que gosto, dormindo demais nos fins de semana e pensando qual outra vida eu poderia estar vivendo e não estou por falta de coragem. E tentando prever quanto tempo vai levar para a bomba-relógio explodir e eu, mais uma vez, começar tudo de novo.
Thursday, July 30, 2009
ai, vida
Alguém, por favor, me pega na mão e leva? Alguém que saiba mais que eu e ache que saiba mais que eu. Alguém que entende as merdas que eu faço e decide por mim que não posso mais fazê-las.
A verdade é que nunca cumpri bem o papel de carente insegura, porque simplesmente não é bem o meu papel. Mas que dá vontade de ter uma figura acima te conduzindo para o Bem, ah dá.
Eu ouço o que me falam. Eu só nem sempre acredito. É assim que deveria ser, mas sendo assim, fica difícil se deixar levar. Ai, vida. Chega de pensar por hoje. Hora de ir na fisio e pensar em nada além de exercitar meu pezinho e ouvir as histórias adolescentes da fisioterapeuta e os dramas maiores que os meus dos outros pacientes. Music to my ears.
Thursday, July 23, 2009
para todos entenderem porque eu twitto mais do que blogo
Trabalho das 9h às 18h, daí tenho fisioterapia. Otop of that tenho que procurar apartamento. On top of that tenho que resolver coisinhas quando sobra tempo. And above all, vocês já sabem, tenho sono.
Convenhamos, o twitter supre melhor minha necessidade de escrever telegraficamente. Mas vamos lá, que eu não sou de deixar meus filhos mais antigos de lado.
Friday, July 10, 2009
meia hora
Nada mudou. Foram 5 anos fora. Foram muitas lições aprendidas. Foram 3 meses na Ásia. Foi muito bom, mas não foi o suficiente. Nunca vai ser suficiente. Minhas histórias e angústias não têm fim, e eu sabia disso quando comecei todas elas. Agora tebto adormecer no mesmo lar que adormecia antes, e tenho medo de acordar querendo estar em outro lugar. Querendo fugir de novo de coisas que me acompanham sempre, sempre. Eu sei, e mesmo assim não consigo fazer diferente.
Eu toparia, por exemplo, ir para a Coréia do Sul. Poucas coisas eu não toparia. Eu toparia qualquer coisa que não está acontecendo comigo, justamente porque não está acontecendo comigo.
Mas daí chega um email qualquer confirmando presença no meu evento. Ou dá vontade de tomar café. Ou o esmalte começa a sair. Ou toca o celular e é meu amor.
Aí tenho, quando muito, meia hora de trégua.
E começa tudo outra vez.
Saturday, July 04, 2009
restless soul
Então, de cabeça baixa e pedindo desculpas, resolvi aparecer.
Só não sei quanto tempo meus guilty feelings durarão.
Mas isso pouco importa. Ninguém me paga pra escrever, ninguém pode reclamar.
Lá se vão mais de 3 meses de Brasil. Acreditem, ainda me sinto desajustada aqui. Dizem que é normal. Eu não acho normal. Porque tenho a sensação de que adotei essa inquietude para sempre. An unrestful soul.
Como estão vocês, me contem? Eu estou bem. Continuo gostando do trabalho, continuo na casa da mãe, continuo tentando emagrecer, continuo prometendo a mim mesma voltar a nadar, continuo a reclamar de um cansaço que jamais vai embora.
